sábado, 4 de julho de 2026

Planejamento da carteira - controle, projeção e plano de ação para o segundo semestre 2026

 

Desde que estabeleci objetivos para o meu dinheiro, janeiro e julho deixaram de ser meros meses de balanço: eles passaram a ser mais importantes do que isto.

O fechamento do semestre passou a ser um ponto de chegada/partida importante para a análise do planejamento estabelecido.

Como já expus nas postagens anteriores, cujos links podem ser acessados aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui, a pergunta que me faço nestas horas é: "como estou me saindo?"

Eis a resposta atualizada, tendo por base os dados do 1° semestre de 2026:


Ganhos/Gastos (comparação com 2025)


                                 (1° sem)       (2° sem)          (anual)
▲% dos Ganhos:    +16,79%      -25,29%*         -7,23%*
▲% dos Gastos:       +1,10%       +1,44%*        +1,27%*
*estimativa

Proporção dos Gastos com relação aos Ganhos:

             (1º sem)       (2° sem)        (anual)  
2026      51,71%        61,22%*        56,09%*
2025      59,73%        45,12%         51,39%
2024      41,15%        80,64%         58,63%
2023      73,23%        65,99%         69,62%
2022      58,44%        40,16%         47,89%
2021      60,65%        80,46%         71,44%
2020      66,06%        56,58%         61,38%
2019      78,86%        55,52%         66,73%
2018      78,76%        67,14%         72,69%
2017      81,10%        61,56%         69,96%
2016      73,14%        68,47%         70,71%
2015      49,05%        49,20%         49,12%
2014      43,45%        30,71%         35,98%
2013      48,49%        22,37%         33,58%
2012      45,91%        15,52%         27,45%
2011      67,71%        24,09%         40,11%
2010      66,53%        30,70%         44,55%
2009      80,14%        34,32%         51,25%
*estimativa

Meta: 50%

Aportes - proporção dos Aportes com relação aos Ganhos:

            (1º sem)      (2° sem)       (anual)
2026     47,13%*       35,00%*     42,00%*
2025   170,77%        46,79%       89,30%
2024     58,02%        18,56%       40,55%
2023     26,64%        33,88%       30,25%
2022     41,42%        59,71%       51,98%
2021     39,11%        19,34%       28,34%
2020     31,43%        42,26%       36,83%
2019     20,86%        44,22%       32,99%
2018     18,46%        31,73%       25,39%
2017     13,97%        35,84%       26,43%
2016     30,20%        19,73%       24,76%
2015     46,76%        48,74%       47,68%
2014     45,53%        57,84%       52,23%
2013     34,04%        65,88%       52,60%
2012     42,67%        67,89%       56,12% 
2011     16,89%        67,45%       48,36%
2010     26,80%        61,16%       46,93% 
2009     14,36%        59,37%       45,18%
*estimativa

Renda Passiva (Yield) da Carteira:

2026       4,27%**
2025     10,01%
2024       6,68%
2023       9,84%
2022       8,21%
2021       9,69%
2020       4,89%
2019       5,98%
2018       6,20%
2017       3,73%
2016       3,51%
2015       4,35%
2014      10,14%
2013      11,82%
2012       9,17%
2011       7,52%
2010       5,00%
2009       8,89%
** 1º semestre

Meta: 10% 
Uma vez apresentadas as variáveis, passo a comentá-las.


Com relação aos Ganhos:

Comecei 2026 prevendo receber 15,91% menos renda ativa que o ano anterior. Passados 6 meses, a previsão caiu para 7,23% no projetado.

Ainda assim, acredito ser pouco provável que eu feche o ano no positivo. Muito por mérito da renda extra angariada no segundo semestre do ano passado. A conferir.


Com relação aos Gastos:

Com perspectiva de queda na renda ativa para o semestre que se inicia e também para os próximos, seguimos procurando maneiras de manter/reduzir as despesas.

Infelizmente não foi possível antecipar mais uma vez o aluguel, que a partir deste mês volta a ser uma despesa mensal recorrente.

De qualquer maneira, fico feliz por ter aproveitado a oportunidade de, uma vez mais, turbinar os aportes mensais em um momento em que as empresas resolveram antecipar proventos.


Com relação aos Aportes:

O aporte de dinheiro novo no semestre ficou 67,77% abaixo do realizado no mesmo período de 2025, reflexo da situação completamente atípica ocorrida no ano passado.

Ainda assim, referida quantia, somada aos proventos recebidos, me ajudou a alcançar 27,09% da nova meta decenal em apenas 3 semestres.


Com relação ao Yield:

A base de cálculo do Yield aqui apresentado é diferente da que divulgo mensalmente, pois ela leva em conta o patrimônio bruto (preço de compra, declarado no IRPF) do fechamento do ano anterior; já o Yield divulgado mês a mês tem por base o patrimônio bruto (preço de compra) do fechamento do mês em questão.

Em valores absolutos, houve um incremento de 37,11% nos proventos recebidos quando comparados ao primeiro semestre de 2025.

Além disso, em 3 dos 6 primeiros meses do ano o provento mensal foi recorde e os valores já anunciados para o segundo semestre já garantiram a renda passiva deste ano melhor que a de todos os anos anteriores, à exceção da marca recorde de 2025.

Outros pontos a serem destacados com relação aos proventos recebidos é que eles corresponderam a 86,17% dos Gastos no semestre e representaram 49,07% do capital investido. 

No entanto, é fato que boa parte dos proventos recebidos foram aprovados no final do ano passado, em decorrência da recriação do imposto sobre dividendos. Logo, tenho convicção de que ainda falta chão para alcançar a teórica independência financeira.

Acredito ser importante fazer também alguns esclarecimentos.


A meta de crescimento do patrimônio para 2026 é a mesma dos anos anteriores: 30%. No primeiro semestre ele cresceu 8,29%.

A divisão da carteira para 2026 ficou assim estabelecida: 80% ações e 20% TD. Mesmo aportando dinheiro novo em renda fixa, a diferença entre ambas permaneceu praticamente a mesma (93,25% e 6,75%). 

Nos primeiros seis meses de 2026 não houve troca de ativos na carteira. Os aportes reforçaram as posições de Ambev, B3, Grendene, Itaú, Metal Leve, Lojas Renner, M. Dias Branco e Taesa, além da compra de NTN-F 010135.

Assim, só não houve aporte em Vale, que não recebe novos aportes desde setembro de 2025, Weg, que não recebe novos aportes desde dezembro de 2025 e Porto Seguro, que não recebe novos aportes desde abril de 2024.

Para o segundo semestre começou com o reinvestimento dos cupons do Tesouro Direto em NTN-F 010137. Prosseguirei com o balanceamento da carteira, nos moldes do que já venho fazendo (aporte + reinvestimento). 

Não planejo vender nenhum ativo; a tendência, hoje, é seguir incrementando as posições já possuídas e, talvez, acrescentar algum(s) ativo(s) na carteira. 

Bom, era isso. Desejo a todos um ótimo segundo semestre!