segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Planejamento da carteira - controle, projeção e plano de ação para o primeiro semestre 2026

Desde que estabeleci objetivos para o meu dinheiro, janeiro e julho deixaram de ser meros meses de balanço: eles passaram a ser mais importantes do que isto.

O fechamento do semestre passou a ser um ponto de chegada/partida importante para a análise do planejamento estabelecido.

Como já expus nas postagens anteriores, cujos links podem ser acessados aquiaquiaquiaquiaquiaquiaquiaquiaquiaquiaqui, aquiaqui, aqui, aquiaquiaquiaquiaquiaquiaquiaquiaquiaqui e aqui, a pergunta que me faço nestas horas é: "como estou me saindo?"

Eis a resposta atualizada, tendo por base os dados do 2° semestre de 2025:

Ganhos/Gastos (comparação com 2024)


                               (1° sem)        (2° sem)         (anual)
▲% dos Ganhos:       -3,81%     +61,11%       +24,92%
▲% dos Gastos:     +39,62%        -9,85%         +9,50%

Proporção dos Gastos com relação aos Ganhos:

             (1º sem)       (2° sem)        (anual)  
2025      59,73%        45,12%         51,39%
2024      41,15%        80,64%         58,63%
2023      73,23%        65,99%         69,62%
2022      58,44%        40,16%         47,89%
2021      60,65%        80,46%         71,44%
2020      66,06%        56,58%         61,38%
2019      78,86%        55,52%         66,73%
2018      78,76%        67,14%         72,69%
2017      81,10%        61,56%         69,96%
2016      73,14%        68,47%         70,71%
2015      49,05%        49,20%         49,12%
2014      43,45%        30,71%         35,98%
2013      48,49%        22,37%         33,58%
2012      45,91%        15,52%         27,45%
2011      67,71%        24,09%         40,11%
2010      66,53%        30,70%         44,55%
2009      80,14%        34,32%         51,25%

Meta: 50%

Aportes - proporção dos Aportes com relação aos Ganhos:

            (1º sem)      (2° sem)       (anual)
2025   170,77%        46,79%       89,30%
2024     58,02%        18,56%       40,55%
2023     26,64%        33,88%       30,25%
2022     41,42%        59,71%       51,98%
2021     39,11%        19,34%       28,34%
2020     31,43%        42,26%       36,83%
2019     20,86%        44,22%       32,99%
2018     18,46%        31,73%       25,39%
2017     13,97%        35,84%       26,43%
2016     30,20%        19,73%       24,76%
2015     46,76%        48,74%       47,68%
2014     45,53%        57,84%       52,23%
2013     34,04%        65,88%       52,60%
2012     42,67%        67,89%       56,12% 
2011     16,89%        67,45%       48,36%
2010     26,80%        61,16%       46,93% 
2009     14,36%        59,37%       45,18%
*estimativa

Renda Passiva (Yield) da Carteira:

2025     10,01%
2024       6,68%
2023       9,84%
2022       8,21%
2021       9,69%
2020       4,89%
2019       5,98%
2018       6,20%
2017       3,73%
2016       3,51%
2015       4,35%
2014      10,14%
2013      11,82%
2012       9,17%
2011       7,52%
2010       5,00%
2009       8,89%

Meta: 10% 

Uma vez apresentadas as variáveis, passo a comentá-las.

Com relação aos Ganhos:

Pelo 9º ano consecutivo tenho crescimento na minha renda ativa. De 2016 para cá ela cresceu 4,67 vezes, o que facilitou alcançar a proporção de gastos sobre os ganhos mesmo aumentando as despesas neste mesmo período (3,39 vezes).

Mas este é o copo meio cheio.

Para 2026, a projeção aponta que receberei 15,91% menos que o ano anterior, o que torna a missão de alcançar referida meta quase impossível sem a contenção de despesas.


Com relação aos Gastos:

Como o cenário base para os próximos semestres segue sendo de queda na renda ativa, uma boa forma de contorná-lo é atuar de forma inteligente nas despesas.

Com este objetivo em mente e aproveitando a folga orçamentária, antecipamos mais uma vez o aluguel em julho passado, o que tornou o orçamento mensal menos engessado desde então e possibilitou um incremento expressivo nos aportes.

Para os próximos semestres, o foco seguirá em conter as despesas variáveis, como forma de permanecer o mais próximo possível na meta de 50% dos ganhos.


Com relação aos Aportes:

O aporte de dinheiro novo no semestre ficou 337,41% acima do realizado no mesmo período de 2024. No ano, o resultado final foi 211,49% superior ao do ano anterior.

Com isso, comecei com o pé direito a nova meta decenal, a qual já foi 19,05% alcançada.


Com relação ao Yield:

A base de cálculo do Yield aqui apresentado é diferente da que divulgo mensalmente, pois ela leva em conta o patrimônio bruto (preço de compra, declarado no IRPF) do fechamento do ano anterior; já o Yield divulgado mês a mês tem por base o patrimônio bruto (preço de compra) do fechamento do mês em questão.

Em valores absolutos, houve um incremento de 148,14% nos proventos recebidos quando comparados ao segundo semestre de 2024. No ano, o resultado foi 77,02% maior que no ano anterior.

Além disso, o provento foi recorde em 7 dos 12 meses aqui analisados, mas só em dezembro observou-se influência externa (governo) neste quesito, dada a mudança na tributação dos dividendos.

Outro ponto a ser destacado com relação aos proventos recebidos é que eles corresponderam a 68,12% dos Gastos no semestre (65,84% no ano) e 39,65% do capital investido (27,48% no ano).

Ainda é muito cedo para sabermos como as mudanças aprovadas refletirão na renda passiva futura, mas é muito provável que as empresas optem por distribuir menos proventos aos seus acionistas a partir de 2026. Por enquanto, manterei a meta inalterada, mas é grande a chance da mesma sofrer uma redução para os próximos anos.


Acredito ser importante fazer também alguns esclarecimentos.


A meta de crescimento do patrimônio para 2025 era a mesma dos anos anteriores: 30%. No ano que passou ele cresceu 53,02%.

A divisão da carteira para 2025 ficou assim estabelecida: 80% ações e 20% TD. Mesmo aportando dinheiro novo em renda fixa, a diferença entre ambas permaneceu praticamente a mesma (92,62% e 7,38%). 

Nos últimos seis meses de 2025 não houve troca de ativos na carteira, apenas acumulação daqueles que já faziam parte da mesma. Os aportes reforçaram as posições de Ambev, B3, Banco do Brasil, Grendene, Itaú, Lojas Renner, Metal Leve, M. Dias Branco, Taesa, Vale e Weg, além da compra de NTN-F 010135.

Assim, só não houve aporte em Porto Seguro no semestre, que não recebe novos aportes desde abril de 2024.

Para o semestre que se inicia já foram reinvestidos os cupons do Tesouro Direto em novas NTN-F 010135. Além disso, prosseguirei com o balanceamento da carteira, nos moldes do que já venho fazendo (aporte + reinvestimento).

Não planejo vender nenhum ativo; a tendência, hoje, é seguir incrementando as posições já possuídas e, havendo uma oportunidade, acrescentar algum(ns) ativo(s) à carteira. 

Bom, era isso. Desejo a todos um excelente 2026!

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