sábado, 8 de julho de 2017

Planejamento da carteira - controle, projeção e plano de ação para o segundo semestre 2017

Desde que estabeleci objetivos para o meu dinheiro, janeiro e julho deixaram de ser meros meses de balanço; eles passaram a ser mais importantes do que isto.

O fechamento do semestre passou a ser um ponto de chegada/partida importante para a análise do planejamento estabelecido. E como já expus aquiaquiaquiaquiaquiaquiaqui e aqui a pergunta que me faço nestas horas é "como estou me saindo?"

Eis a resposta atualizada, tendo por base os dados do 1° semestre de 2017:

Ganhos/Gastos (comparação com 2016)

                               (1° sem)        (2° sem)         (anual)
▲% dos Ganhos:  +19,31%         +36,43%*        +28,24
%*
▲% dos Gastos:   +32,30%           +3,49%*        +17,75%*
*estimativa
Proporção dos Gastos com relação aos Ganhos:

             (1º sem)       (2° sem)        (anual)  
2017      81,10%        51,94%*        64,93%*
2016      73,14%        68,47%         70,71%
2015      49,05%        49,20%         49,12%
2014      43,45%        30,71%         35,98%
2013      48,49%        22,37%         33,58%
2012      45,91%        15,52%         27,45%
2011      67,71%        24,09%         40,11%
2010      66,53%        30,70%         44,55%
2009      80,14%        34,32%         51,25%

*estimativa
Meta: 50% 


Aportes - proporção dos Aportes com relação aos Ganhos:

            (1º sem)      (2° sem)       (anual)
2017     13,97%        49,18%*      33,50%*
2016     30,20%        19,73%       24,76%
2015     46,76%        48,74%       47,68%
2014     45,53%        57,84%       52,23%
2013     34,04%        65,88%       52,60%
2012     42,67%        67,89%       56,12% 
2011     16,89%        67,45%       48,36%
2010     26,80%        61,16%       46,93% 
2009     14,36%        59,37%       45,18%
*estimativa

Renda Passiva (Yield) da Carteira:

2017       2,01%*
2016       3,51%
2015       4,35%
2014      10,14%
2013      11,82%
2012       9,17%
2011       7,52%
2010       5,00%
2009       8,89%
*até junho

Meta: 10% 

Uma vez apresentadas as variáveis, passo a comentá-las.


Com relação aos Ganhos:

Como já havia adiantado em posts anteriores, o tempo de vacas magras acabaram. Se em 2015 o crescimento das receitas decorreu principalmente de forma extraordinária (o que fez com que os números deixassem muito a desejar em 2016), este ano o crescimento ocorrerá pelo aumento em definitivo do contracheque, fruto de um novo emprego mais rentável.


Com relação aos Gastos:
 
Não houve descontrole aqui, mas consolidação de nova mudança de patamar. Infelizmente.

As boas notícias do ano (FGTS + emprego novo) foram acompanhadas da necessidade de se adquirir um veículo, essencial para que eu pudesse me deslocar até o trabalho.

De qualquer forma, o foco agora é aproveitar o incremento em definitivo na renda ativa e assegurar que as despesas primeiro estabilizem, para depois começarem uma consistente trajetória de queda.

Com relação aos Aportes:


A meta de aporte semestral ficou muito, mas muito prejudicada com a aquisição do veículo, que acabou reduzindo a aplicação de dinheiro novo em 2/3 nos primeiros 6 meses de 2017.
Mas há uma boa notícia aqui... como as despesas maiores do veículo se concentraram no primeiro semestre, sigo confiante em alcançar a meta anual - com alguma folga.


Com relação ao Yield:

A base de cálculo do Yield aqui apresentado é diferente da que divulgo mensalmente, pois ela leva em conta o patrimônio bruto do fechamento do ano anterior; já o Yield divulgado mês a mês tem por base o patrimônio bruto do fechamento do mês em questão.


Em valores absolutos, houve um acréscimo de 57,53% nos proventos recebidos quando comparados ao mesmo período de 2016. Também em valores absolutos, isso corresponde a 24,77% dos Gastos no semestre. 

Como a meta do Yield é alcançar 100% das despesas, posso dizer que me faltam 3/4 de renda passiva para ser financeiramente independente. Falta muita coisa? Sim... mas seguimos avançando na direção correta.

Acredito ser importante fazer também alguns esclarecimentos.

Defini 2016 como um ano fora da curva. Muitas coisas aconteceram no campo pessoal que acabaram impactando negativamente o meu planejamento financeiro.

Como estes percalços teriam de ser trilhados em algum momento, fico feliz por tê-los encarado logo de uma vez. 

É o que costumo repetir: uma foto ruim não tem o poder de estragar um filme bom.

E 2017, pelo menos até o primeiro semestre, demonstra que o pior já passou. Ainda bem.

Como forma de não poluir demais os números num jogo de soma 0, eu acabei não acrescentando aos Ganhos o valor recebido do FGTS e aos Gastos o valor equivalente disso na aquisição do automóvel. Até porque não conto o valor dispendido no automóvel como patrimônio.


A meta de crescimento do patrimônio para 2017 é a mesma dos anos anteriores: 30%. No semestre ela cresceu 13,69%.

A divisão da carteira para 2017 ficou assim estabelecida: 80% Ações e 20% TD. Em junho ela se manteve perto disso (85-15).

Sei que a concentração em RV é um tanto perigosa, mas é um risco que o tamanho ainda reduzido do meu patrimônio, minha pouca idade e o momento da bolsa me encorajam a correr.

Os aportes do 1° semestre foram destinados para Ambev, Cielo, Portobello e Taesa. Também houve recompra de NTN-F 010127 em janeiro.

Repetindo o primeiro semestre de 2016, não ocorreram mudanças na carteira de ações nos 6 últimos meses, apenas reforços nos ativos previamente escolhidos.

Para o próximo semestre já reinvesti os cupons do TD (NTN-F 010127) e prosseguirei com o rebalanceamento da carteira, nos moldes do que já venho fazendo.

Bem, era isso. Desejo a todos um excelente segundo semestre!

8 comentários:

  1. Olá LL, Parabéns pelo emprego novo, maiores ganhos são sempre bem vindos, basta não inflar muito o padrão de vida para fazer diferença no patrimônio e na renda passiva. abraço...

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    1. Obrigado, Beto!

      O pior é que não houve inflação do padrão de vida, mas aumento nas despesas de transporte - em especial, a aquisição de um veículo e os custos decorrentes disso.

      Mas não é o fim do mundo e a tendência é que as despesas voltem a subir abaixo do crescimento das receitas - o que fará com que o percentual retorne aos 50% traçados.

      Abraço!

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  2. Fala LL! Muito interessante o planejamento e controle de sua vida financeira. Sobre a carteira, realmente ela tem um perfil de risco muito grande. Vc utiliza algum mecanismo de hedge? Vale a pena!

    Abraços.

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    1. Obrigado pela dica, IR!

      Há algum tempo atrás eu dei uma pesquisada, mas não levei adiante. Anotei aqui para analisar novamente esta opção.

      Abraço!

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  3. Força, siga a caminho de sucesso com os aportes, e da formação de uma renda passiva

    Abraço

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    1. Obrigado, DIL!

      Uma das coisas que me deixou feliz foi constatar que a renda passiva voltou a crescer com força, sustentando o 1/4 das despesas totais mesmo com o crescimento das últimas.

      Abraço!

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  4. Excelente LL, parabéns pelo aumento cara!
    Gostei muito do seu relatório.

    Sucesso!
    Abc

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    1. Obrigado, FPI!

      É o post que mais gosto de fazer.

      Abraço!

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