Desde que estabeleci objetivos para o meu dinheiro, janeiro e julho deixaram de ser meros meses de balanço; eles passaram a ser mais importantes do que isto.
O fechamento do semestre passou a ser um ponto de chegada/partida importante para a análise do planejamento estabelecido. E como já expus aqui, aqui, aqui e aqui, a pergunta que me faço nestas horas é "como estou me saindo?"
Eis a resposta atualizada, tendo por base os dados do 1° semestre de 2015:
Ganhos/Gastos (comparação com 2014)
(1° sem) (2° sem) (anual) ▲% dos Ganhos: +76,53% +7,27%* +35,93%* ▲% dos Gastos: +99,29% +57,81%* +78,54%* *estimativa
Uma vez apresentadas as variáveis, passo a comentá-las.
Com relação aos Ganhos:
A troca de emprego em novembro fez com que a minha renda ativa desse um salto no 1º semestre - e pouco avance no 2º. Isso decorre, basicamente, dos valores extraordinários recebidos quando da rescisão, bem como da liberação do capital antes imobilizado no plano de previdência privado do meu antigo emprego.
Com relação aos Gastos:
Despesas com aluguel, condomínio e serviços essenciais entraram definitivamente no meu orçamento. Isso fez com que meu consumo mensal praticamente dobrasse na comparação semestral.
Estas despesas surgiram a partir de novembro de 2014. Logo, seu reflexo será sentido em ambos os semestres deste ano.
Com relação aos Aportes: Falta pouco para que eu alcance a meta de aporte anual (valores absolutos). Devido à origem de boa parte dos valores já aportados ser extraordinária, não me é possível alterar a meta estabelecida.
Com relação ao Yield:
Em valores absolutos, houve uma redução de 40,43% nos proventos recebidos quando comparados com o mesmo período de 2014. Em valores absolutos, isso corresponde a 30,71% dos Gastos.
A base de cálculo do Yield aqui apresentado é diferente da que divulgo mensalmente; aqui ela tem por base o patrimônio bruto do fechamento do ano anterior; já o Yield divulgado no fechamento mensal tem por base o patrimônio bruto do fechamento do mês em questão.
Acredito ser importante fazer também alguns esclarecimentos.
A meta de crescimento da carteira para 2015 é a mesma dos anos anteriores: 30%. No primeiro semestre ela cresceu 23,91%. A divisão da carteira para 2015 ficou assim estabelecida: 75% Ações, 15% TD e 10% FII. Até junho ela ficou longe disso (79-13-8) pela minha opção de priorizar os aportes em ações. Sei que a concentração em RV é um tanto perigosa, mas é um risco que o tamanho ainda reduzido do meu patrimônio, minha pouca idade e o momento da bolsa me encorajam a correr.
Os aportes do 1° semestre foram destinados para Ambev, Cielo, Eletropaulo, Eternit, Grendene, Itaú Unibanco e Vale do Rio Doce. Também houve o reinvestimento dos cupons do TD em NTN-F 010125. Ocorreram mudanças na carteira de ações: vendi minha posição em Souza Cruz (culpa da OPA divulgada pela empresa) e montei posição em Weg; também decidi diversificar um pouco mais no setor de construção civil e resolvi abrir posição em Portobello, tudo isso em abril. Para o segundo semestre já reinvesti os cupons do TD e prosseguirei com o rebalanceamento da carteira de ações, mas já não descarto uma nova investida em TD e FII para o segundo semestre de 2015. Já a meta da renda passiva está distante. Muito distante... Depois de dois anos aproveitando os benefícios de uma relativa IF (em 2013 os proventos perfizeram 108,89% dos Gastos; em 2014, 105,10%), até aqui a renda passiva só foi capaz de fazer frente a cerca de 1/3 das minhas despesas. Devido às circunstâncias advindas da minha nova realidade econômica, este descompasso era esperado. Tanto que já havia comentado a respeito no planejamento de janeiro passado. Infelizmente, os proventos recebidos foram muito menores neste semestre, o que me distanciou ainda mais deste objetivo. De toda forma, tenho fé no planejamento estabelecido e plena certeza de que, mantidos o foco e o esforço individual, conseguirei recuperar as margens momentaneamente perdidas. É uma questão de reequilíbrio de forças, agora num patamar mais elevado - e mais próximo dos meus objetivos de longo prazo. Bem, era isso. Desejo a todos um excelente segundo semestre!
Caso você goste de ouvir uma música enquanto lê o resumo do mês, deixo aqui uma sugestão:
Megadeth - I'll Get Even With You
...e chegamos em julho. Alguém anotou a placa?
Como costumo fazer um post para analisar especificamente o meu semestre, bem como não faço ideia do cenário que nos aguarda a partir do calote grego, vou me ater ao que ocorreu em junho.
Junho foi um mês bem mais generoso que maio no quesito proventos. Recebi valores de BCFF11b (R$0,68/cota), XPGA11 (R$1,04/cota), ITUB3 (R$0,015/ação), ETER3 (R$0,09/ação*), PTBL3 (R$0,24/ação), ABEV3 (R$0,085/ação*) e CMIG3 (R$0,07/ação*).
Estes valores mais o aporte mensal foram destinados para aumentar minha posição em Grendene e Itaú, o que me permitiu fazer com que ambos alcançassem o peso em carteira que considero ideal para ambas.
Para julho eu devo aportar em Vale e Eternit. Além disso, reinvestirei os cupons recebidos no próprio TD, provavelmente em mais NTN-F.
Com relação aos proventos, julho só se salva pelos cupons do TD; não os recebesse e seria, de longe, a pior renda passiva do ano. Além dos cupons, espero receber proventos de XPGA11 (R$1,10/cota), BCFF11b e ITUB3 (R$0,015/ação). *valores líquidos, já descontado o IR correspondente.
Com relação às compras de FIIs, elas seguem em suspenso. Mas certamente voltarei à carga até o final do ano.
Bom, era isso. Desejo a todos um excelente segundo semestre!
Sell in may and go away. Muito provavelmente esta seja a frase de abertura de textos a serem feitos por muitos dos sites especializados e também por muitos dos analistas de mercado para explicar a queda do nosso principal índice brasileiro em maio.
Quisesse fazer troça, diria que 'renda variável varia', mas não farei isso. rs
Este mês usei o aporte mais proventos para aumentar minha posição em Ambev. Para junho o aporte deve seguir para Grendene.
Com relação aos proventos, maio foi um mês bem pobre. Recebi valores de BCFF11b (R$0,65/cota), XPGA11 (R$0,87/cota), ITUB3 (R$0,015/ação), CRUZ3 (R$0,015/ação*) e GRND3 (R$0,22/ação). Junho, por sua vez, será bem melhor; receberei proventos de XPGA11(R$1,04/cota), BCFF11b, ITUB3 (R$0,015/ação), ABEV3 (R$0,085/ação*), ETER3 (R$0,10/ação*) e CMIG3 (R$0,30/ação*). *valores líquidos, já descontado o IR correspondente.
Ao final de maio também foi anunciado uma recompra de ações pela Portobello, mas em formato de leilão (OPA). Se isso é bom ou não, ainda não tive tempo de formar uma posição a respeito.
Para junho, as compras seguem para o rebalanceamento da carteira de ações. Hoje, seriam destinadas para Eternit e Portobello. Já as compras de TD e FII seguem em suspenso.
Bom, era isso. Desejo a todos um excelente mês de junho!
Maio, até o dia de hoje, está se mostrando um mês muito bom para a minha carteira. Até o momento ela rendeu 5,68% - contra 1,64% do Ibovespa.
Com isso, o seu desempenho anual finalmente superou o principal índice brasileiro (15,73% x 14,28%).
Não faço ideia de como ambas irão reagir até o final do mês, mas a fotografia nunca esteve tão boa; por isso o registro.
Segue a lista dos proventos para o mês de maio:
Tesouro Direto (cupons) Yield de 0% no mês (4,22%* no ano)
FII (dividendos)
- BCFF11b: R$0,65/cota;
- XPGA11: R$0,87/cota.
Yield de 0,70% no mês (3,20% no ano)
Ações (dividendos e JCP)
- ITUB3 R$0,015/ação - GRND3 R$0,22/ação
- CRUZ3 R$0,015/ação*
Yield de 0,22% no mês (1,41% no ano)
*valores líquidos, já descontado o IR correspondente.
Maio também deu continuidade à bateria de balanços referentes ao 1t15. Até aqui (10/05) já foram divulgados os números de Itaú (R$5,733B), Ambev (R$2,971B) e Eletropaulo (R$46M). Para completar a dança das cadeiras, ainda aguardo os balanços de Cemig(15/5), Eternit (14/05) e Portobello (15/05), a serem divulgados ainda este mês.
Quanto ao aporte mensal, ele será novamente destinado para o rebalanceamento da carteira. No momento, ele pode ir para Vale, Ambev ou Grendene, a ser decidido assim que o $$$ estiver disponível.
E quanto às compras de FIIs/TD, ambas seguem em suspenso.
Bom, era isso. Desejo um bom começo de semana a todos!
Caso você goste de ouvir uma música enquanto lê o resumo do mês, deixo aqui uma sugestão:
Noel Gallagher's High Flying Birds - Riverman
Abril foi um mês bem legal. Vocês não acharam?
Nunca fui fã do feriado de Páscoa, mas o deste ano foi bem prazeroso. Principalmente por proporcionar tempo de qualidade junto da minha família.
Já na vida profissional as coisas vão tão bem que rolou até substituição do meu chefe durante metade do mês. Uma bela - e remunerada - experiência. Para colocar uma cereja no bolo, saiu o segundo trailler de Star Wars 7: The Force Awakens.
Na minha modesta opinião: de arrepiar!
Mas voltemos ao foco do blog, que é a minha carteira. Muitas coisas aconteceram aqui este mês, mas duas operações se destacaram das demais.
A primeira e mais importante quem acompanha o blog já deve saber. Depois de muita reflexão, optei por vender agora minha posição em Souza Cruz a esperar pela OPA. Para o seu lugar optei pela Weg, empresa que já esteve em minha carteira (2008-2013) e que, a meu ver, apresenta boas perspectivas futuras.
A segunda é novidade...
Analisando todas as possibilidades e também a conjuntura, utilizei o aporte do mês, que estava destinado à Eternit, para abrir posição na Portobello (PTBL3).
O motivo? Penso ser interessante - e mais seguro - diversificar dentro do setor de construção civil, que continuará representando 10% da minha carteira de ações. No caso, 8% para Eternit e 2% para Portobello.
Com relação aos demais acontecimentos...
Este foi, até aqui, o mês com mais proventos do ano. Recebi proventos de BCFF11b (R$0,64/cota), XPGA11 (R$0,78/cota), ITUB3 (R$0,015/ação), GRND3 (R$0,32/ação), CRUZ3 (R$0,63/ação*) e VALE5 (R$0,51/ação*).
Em abril também ocorreu a bonificação da Cielo (5:1). Aproveitei para arredondar a quantidade que eu tinha dela, comprando algumas no fracionário. O final do mês também foi cenário para mais uma bateria de balanços, agora referentes ao 1t15. Referentes à carteira, foram divulgados os números de Grendene (R$136,9M), Cielo (R$911,8M), Vale (-R$9,538B) e Weg (R$245,8M). Para maio, a carteira receberá proventos de XPGA11 (R$0,87/cota), BCFF11b, ITUB3 (R$0,015/ação), CRUZ3 (R$0,017/ação*), GRND3 (R$0,22/ação) e PTBL3 (R$0,24/ação).
*valores líquidos, já descontado o IR correspondente.
Sigo procurando mais um papel para encerrar a primeira fase de diversificação da carteira de ações, bem como estudo a possibilidade de recomeçar meus investimentos em TD e FIIs. Enquanto uma decisão definitiva não for tomada, sigo aportando na carteira de ações - este mês a mais cotada para receber um reforço é a Ambev.
Bom, era isso. Desejo a todos um excelente mês de maio!